“Ah, então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas não pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga então se diz: romperam-se os laços. Então o amor, a amizade são isso. Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.”
“Tudo bem, mas eu também não lamento. Não lamento ter te conhecido, nem que isso tenha me feito questionar tudo. E na morte, é você quem mais faz com que eu me sinta viva. Você tem sido uma pessoa horrível, você fez todas as escolhas erradas. E de todas que eu já fiz, essa deve ser a pior, mas não lamento estar apaixonada por você. Eu amo você.”
“Naquela época eu jurei que eu ia casar com ele um dia, mas descobri que tinha sonhos maiores… Porque quando você tem quinze anos e alguém diz que te ama, você acredita.”
“Cheguei à conclusão de que eu canso as pessoas. Eu sempre fico cobrando algo de alguém, eu exijo demais. No início a pessoa acha fofo, depois suporta, e quando vê ela não consegue mais ficar perto de mim. Então eu decidi mudar. Não vou mais exigir nada de ninguém, pelo menos não vou falar. Vou exigir mentalmente, sabe? E aí a pessoa não vai poder se cansar, não vai poder achar que to sufocando. Só que eu vou ver ela errando, eu vou ver ela não fazer o que eu espero. E então, me cansarei da pessoa. Troca de papéis.”
“Eu tava lá. Eu queria que você tivesse ido atrás de mim, mas você não foi. Você nunca esteve lá quando eu precisei. Eu sempre tive que levantar sozinha, me reerguer. O máximo que você fez foi falar, sempre falar. Palavras estúpidas perto da tua indiferença. Mas foi bom. Agora percebo que não preciso de você, eu nunca precisei. Percebo que agora faz sentido quando dizem “não era pra ser”.”